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STF derruba lei do Amazonas que determina Bíblia em bibliotecas e escolas estaduais

As bibliotecas do Amazonas não poderão manter exemplares da Bíblia em seu acervo. A decisão foi emitida pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que votou para derrubar uma lei que obriga escolas e bibliotecas públicas estaduais a manterem ao menos um exemplar do principal livro do Cristianismo nesses espaços.

Na avaliação deles, a norma viola a laicidade do Estado e a liberdade religiosa garantida na Constituição. A decisão não impede a aquisição da Bíblia ou livros sagrados de outras religiões, mas derruba a imposição de adquirir apenas um deles.

“Nas normas impugnadas, ao determinar-se a existência de exemplar da Bíblia nas escolas e bibliotecas públicas, institui-se comportamento, em espaço público estatal, de divulgação, estímulo e promoção de conjunto de crenças e dogmas nela presentes. 

Prejudicam-se outras, configurando-se ofensa ao princípio da laicidade estatal, da liberdade religiosa e da isonomia entre os cidadãos”, diz trecho do voto da relatora, a ministra Cármen Lúcia.

Segundo ela, a lei do Amazonas confere “tratamento desigual” uma vez que “assegura apenas aos adeptos de crenças inspiradas na Bíblia acesso facilitado em instituições públicas”. A ministra avaliou que a norma “desprestigia outros livros sagrados quanto a estudantes que professam outras crenças religiosas e também aos que não têm crença religiosa alguma”.

Até agora, já votaram da mesma forma os ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Faltam os votos de mais quatro ministros: Nunes Marques, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, e do presidente da Corte, Luiz Fux. 

Eles têm até segunda-feira para fazer isso. O julgamento é no plenário virtual, em que eles não se reúnem, apenas colocando seus votos no sistema eletrônico da Corte.

A ação foi proposta em 2015 pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot. Cármen apontou que, em julgamento passado, o STF manteve decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendendo uma lei local semelhante. 

A relatora não citou, mas, em 2019, o STF também manteve uma decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas que derrubou uma lei municipal de Manaus que obrigava espaços públicos a manter exemplares da Bíblia.

Fonte: Guiame
http://dlvr.it/RxWYWN

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André Mendonça cita Bíblia em julgamento no STF: “Ser cristão é viver em comunhão”

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou na quinta-feira (08) o julgamento que decidirá se governadores e prefeitos podem proibir a realização de cultos e missas para conter o contágio da Covid-19.

Na quarta-feira (07), após o ministro Gilmar Mendes fazer sua exposição como relator do caso, o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), André Mendonça, realizou a sustentação oral alegando direitos constitucionais para que os templos religiosos sejam mantidos funcionando, com todas as suas atividades.

“Nós não estamos tratando de um debate entre vida e morte”, disse André Mendonça ao iniciar sua fala. “Nós estamos tratando de uma perspectiva onde todo cristão se presume defender a vida incondicionalmente”.

Mendonça falou ainda que não se nega os riscos e perigos da pandemia, mas trouxe, além da defesa das liberdades como princípio constitucional inviolável, as dificuldades dos pensamentos diferentes. “Uma sociedade tão tensa, como a que nós vivemos hoje, parece que pensar diferente de nós significa a desqualificação dessa pessoa e da sua própria condição de pensar diferente de nós, atribuindo a elas adjetivos inapropriados e ofensivos ao estado democrático de direito”.

Mendonça citou passagens bíblicas, no sentido de defesa da liberdade e na importância social da igreja, como algo preconizado pelas Escrituras.

“Faço, como registro histórico, o que significa para o cristão a igreja. Os primeiros registros históricos da igreja estão na própria Bíblia, de modo muito específico no livro do Atos dos Apóstolos … os cristãos no capítulo 2 diariamente perseveravam no templo, partindo o pão, de casa em casa, tomavam as suas refeições em conjunto, orando a Deus e contando com a simpatia do povo”.

Mendonça diz que “ser cristão, na sua essência, é viver em comunhão, não apenas com Deus, mas também com o próximo”. 

Ele afirma que “ser cristão é estar junto ao próximo, é ter compaixão do próximo, é chorar junto, é lamentar junto para o suporte necessário, para os momentos em que aqueles que se aproximam possam superar as suas dificuldades”.

Mendonça afirma que dentro desse contexto, a comunidade cristã nasce, cresce e, até os dias de hoje, existe, não apenas para um ato de adoração a Deus, mas para um compartilhar comunitário de vidas, de experiências, de alegrias, de tristezas, de sentimentos, de dores, de esperança e de amor. “À luz do cristianismo, sem compaixão, não há culto a Deus”.

Pastor licenciado da Igreja Presbiteriana, Mendonça também citou Mateus 18:20, onde Jesus diz que “onde estiverem dois ou três reunidos em meu Nome, ali eu estarei no meio deles”.

O AGU lembra que “nós estamos tratando da seguinte discussão: se em momentos de calamidades públicas o que prevalece é a Constituição ou valem outras regras”.

Com voto contrário à abertura dos templos para realização de cultos e missas, Gilmar Mendes foi o único a se pronunciar na quarta-feira. O julgamento foi retomado na quinta-feira.

Fonte: Guiame
http://dlvr.it/RxRqLq

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Bolsonaro defende igrejas e templos abertos, após decisão do STF

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender a abertura de igrejas e templos, após o Supremo Tribunal Federal (STF) dar aval para prefeitos e governadores proibirem cultos e missas na pandemia, mesmo com o país tendo registrado mais de 4 mil mortes ontem.

“Tem que dar a chance do ser humano se recompor, se confortar, pegar uma palavra de apoio”, argumentou o presidente em entrevista à CNN. Contrariando estudos científicos, ele afirmou que a possibilidade de transmissão da covid-19 nesses locais é “quase zero” se as medidas de afastamento forem respeitadas.

No julgamento desta quinta, o Supremo decidiu, por 9 votos a 2, manter o entendimento de Gilmar Mendes de que não há violação à Constituição na proibição de realização de missas e cultos presenciais, já que a medida drástica, tomada por governadores e prefeitos, pretende preservar vidas diante do agravamento da pandemia.

Em sua fala à CNN, Bolsonaro citou o artigo 5º da Constituição, que trata sobre liberdade religiosa, para criticar a decisão da Corte. “(O artigo) está lá pertencendo a um capítulo das cláusulas pétreas. Não pode ser modificado nada ali. Nada, zero”, disse o presidente. “Respeito completamente a nossa Constituição. Não tem um pingo fora das quatro linhas da mesa. Seria bom se todo mundo jogasse dentro das quatro linhas.”

Estudos científicos no exterior já indicaram riscos de proliferação do novo coronavírus com a realização de missas e cultos presenciais. De acordo com cientistas, esses eventos reúnem fatores que propiciam a transmissão da covid-19, como reunir grande quantidade de pessoas em espaços fechados ou promover atividades que aumentam a chance de espalhamento do vírus, em que os frequentadores falam alto e cantam.

Ainda sem citar nenhum dado científico, o presidente justificou a necessidade de abertura das igrejas e templos a um suposto aumento nos casos de suicídio. “Quase diariamente eu vejo no WhatsApp suicídio. Coisa que não existia com essa frequência”, afirmou. “Geralmente, o cara quando está em uma situação depressiva procura a Deus. E ele procura onde? Na Igreja. No tempo. E o templo está fechado”, afirmou.

Fonte: UOL
http://dlvr.it/RxPQb2

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Advogado tenta tirar do ar novela Os Dez Mandamentos, alegando privilégio ao cristianismo

Recentemente, a emissora EBC (Empresa Brasil de Comunicação) comprou os direitos de exibição da novela Os Dez Mandamentos, criada pela TV Record, por 3,2 milhões de reais. A novela começou a ser exibida pela TV Brasil na segunda-feira (05), às 20h30.

A EBC tem autonomia e independência para definir produção, programação e distribuição de conteúdos no sistema público de radiodifusão, mas mesmo assim uma ação popular foi criada por um advogado tentando proibir que a novela continuasse no ar. 

José da Silva Moura Neto, o autor da ação, alegou que a compra dos direitos da novela bíblica viola a Constituição “visto que as empresas públicas não podem privilegiar o cristianismo em detrimento das outras religiões, exibindo a sua doutrina em horário nobre”. 

“Sobre os fatos narrados, é preciso observar que a República Federativa do Brasil preleciona em sua Constituição, artigo 5º, inciso VI, a desagregação da religião e seus valores sobre os atos governamentais”, assinalou.

“Por fim, mas não menos importante, cumpre ressaltar que vivemos atualmente num contexto de pandemia e não se revela prudente que, numa crise financeira sem precedentes, se despenda a monta de R$ 3.207.067,92 para adquirir uma programação que será reprisada e não terá nem mesmo 01 ponto de audiência quando for exibida”, pontuou.

Resposta da EBC

Por meio de nota enviada ao jornal Metrópoles [coluna Grande Angular], a emissora disse que está ampliando a grade de programação da TV Brasil. “Vale informar que a EBC sempre adquiriu conteúdos de outras emissoras, produtoras nacionais e internacionais”, esclareceu.

Segundo a empresa, foi feita uma avaliação detalhada da importância de ter um conteúdo com audiência recorrente na grade. “E a novela Os Dez Mandamentos cumpre esse objetivo, além de agregar valor à grade e à emissora”, prosseguiu.

“A EBC reitera seu compromisso com os princípios legais norteadores da radiodifusão pública brasileira, inclusive a não discriminação religiosa, assegurando obras com finalidades educativas, artísticas, culturais, científicas e informativas, buscando maior atenção e competividade na busca do interesse do maior número de telespectadores”, justificou.

Crítica e defesa

Entre os mais críticos, a temática da novela que apresenta histórias bíblicas serve para amplificar o conservadorismo através de preceitos cristãos. Isso tem sido motivo de grandes discussões no meio político. 

Vale lembrar que a EBC já está na lista do Plano Nacional de Desestatização (PND) e corre o risco de ser privatizada ou fechada, mesmo sendo a nona emissora mais assistida entre todas as TVs, de acordo com o Programa de Parcerias de Investimento (PPI).

No site da TV Brasil, Denilson Morales, diretor de conteúdo e programação da emissora, justificou a compra da novela. “Procuramos alternativas para cumprir a nossa missão, e uma delas foi incentivar a produção nacional, aquelas que se encontram em acervos, e dar visibilidade a grandes obras”, defendeu.

Fonte: Guiame
http://dlvr.it/RxLFW9

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“Eu te amo e Deus te ama”, diz homem ao perdoar motorista que atropelou e matou sua filha

Shantaya tinha 6 anos e era a única filha de Harold McDonald. Em 16 de janeiro de 1996, ela morreu após ser atropelada. Há relatos de que a menina deixou cair um desenho que havia feito para o pai e, ao voltar para pegá-lo, um carro em alta velocidade a atingiu.

Quando Harold soube que sua filha havia morrido, ele chorou desesperadamente. No entanto, sua resposta ao motorista que matou sua filha surpreendeu toda a comunidade.

“Eu queria agradar a Deus. E tudo o que posso fazer para ser esse exemplo”, disse ele. “Eu estava disposto a fazer isso mesmo que doesse. Eu estava disposto a perdoar.”

Quando os repórteres perguntaram que mensagem ele daria à pessoa responsável pela morte de sua filha, sua resposta tocou a todos.

Harold implorou ao motorista que se entregasse e disse: “Eu te amo e Deus te ama”.

Cura instantânea

No dia seguinte, Mandrell se entregou à polícia e Harold não apresentou queixa. Depois que as autoridades libertaram o rapaz, de 18 anos, Harold o visitou no dia seguinte.

Mandrell pediu sinceramente o perdão de Harold, chorando e se arrependendo do que ele fez. O pai abraçou o jovem e orou com o homem que matou sua filha.

“O perdão não era para Mandrell. Foi para mim. E começou o processo de cura instantaneamente”, enfatizou Harold.

Para ele, foi o suficiente para que se tornasse um exemplo para muitos de como perdoar, oferecer graça e amar, mesmo em meio à dor e à tristeza.

Fonte: Guiame
http://dlvr.it/RxGThF

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Lacta muda nome de bombom após ser acusada de “pacto satânico”

Após uma campanha negativa nas redes sociais, a Lacta decidiu trocar o nome de um de seus bombons, o Feitiçaria. Com a medida, o doce agora se chama “Lacta Chocolate” e “Lacta Morango”.

A polêmica começou após um vídeo divulgado nas redes sociais, onde uma mulher acusou o bombom de conter “mensagens malignas” em sua embalagem.

– Nessa Páscoa, não comprem bombons da Lacta. Essa empresa está fazendo pacto satânico – diz a pessoa na gravação.

Em nota, a empresa não falou sobre a polêmica, e explicou que a mudança faz parte de uma estratégia.

“O bombom Feitiçaria, introduzido na caixa Favoritos em setembro de 2020, passa a se chamar Lacta Morango, sem alteração em sua fórmula. As mudanças de embalagem e nome do bombom foram planejadas no final do ano passado e já podem ser encontradas nos pontos de venda”, disse a Lacta.

Vcs sabiam que a lacta mudou o nome do bombom “feitiçaria” por causa desse vídeo aí pic.twitter.com/ccJh5yPmOq— pilarsex0 🇵🇸🔴🔝🇰🇷🚩 (@apenasobrabo) April 3, 2021

Fonte: Pleno News
http://dlvr.it/RxBhzn

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Ministro Gilmar Mendes veta cultos em SP e leva caso para o plenário do STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes manteve o veto a cultos religiosos presenciais no estado de São Paulo.

Ele negou ação do PSD (Partido Social Democrático) que argumentava que o decreto baixado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), proibindo celebrações com presença do público era inconstitucional por ferir a liberdade religiosa, de acordo com informações de Mônica Bergamo, colunista da Folha de S. Paulo.

Gilmar Mendes também enviou o caso ao plenário do STF para que o conjunto dos ministros examine o tema “com urgência”. O presidente da Corte, Luiz Fux, já pautou o debate para a quarta (7).

Segundo apurou a colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, a tendência do plenário do STF é manter o veto aos cultos.

Em seu despacho, Gilmar Mendes citou inclusive decisões anteriores de ministros da Corte que reconheceram que as restrições de realização de cultos, missas e outras ativideades religiosas coletivas podem ser determinadas por decretos estaduais e municipais por se mostrarem “adequadas, necessárias e proporcionais para o enfrentamento da emergência de saúde pública”.

Ele também afirmou que a lei deve proteger os templos e não deve interferir nas liturgias, “a não ser que assim o imponha algum valor constitucional concorrente de maior peso na hipótese considerada” e lembrou que o país vive um momento dramático da epidemia do novo coronavírus.

“A questão que se coloca é se o conteúdo normativo desses preceitos fundamentais restaria violado pelas restrições à realização de cultos, missas e demais atividades religiosas de caráter coletivo em razão da pandemia da Covid-19 determinadas pelo decreto”, inicia Gilmar Mendes.

“Quer me parecer que apenas uma postura negacionista autorizaria resposta em sentido afirmativo. Uma ideologia que nega a pandemia que ora assola o país, e que nega um conjunto de precedentes lavrados por este Tribunal durante a crise sanitária que se coloca”, segue ele.

Segundo o ministro, o decreto de Doria “não foi emitido ‘no éter’, mas sim no país que, contendo 3% da população mundial, concentra 33% das mortes diárias por Covid-19 no mundo, na data da presente decisão. O mesmo país cujo número de óbitos registrados em março de 2021 supera o quantitativo de 109 países somados. 

Temos diante de nós a maior crise epidemiológica dos últimos cem anos, caracterizada por mortandade superlativa, e que se faz acompanhar de impactos profundos em face do poder público estatal. Uma tragédia cujo enfrentamento requer decisiva colaboração de todos os entes e órgãos públicos”, afirma.

Autorização de cultos e missas

No sábado (3), o ministro Kassio Nunes Marques autorizou a liberação de cultos e missas por todo o país. A decisão foi publicada no dia seguinte à sequência de dois dias em que o Brasil registrou média diária de mais de 3 mil mortes por covid-19.

Segundo o magistrado, a decisão de liberar os cultos é compatível com “a necessidade de distanciamento social, decorrente da epidemia da covid-19, com a liberdade religiosa”.

A decisão do ministro atende um pedido da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos).

O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Marco Aurélio Mello, criticou no domingo 4, a, decisão do colega na Corte, Kassio Nunes Marques, de liberar a realização de cultos e missas no pior momento da pandemia de covid-19 no país, que já matou 330 mil brasileiros. “Pobre Judiciário”, disse o ministro.

“O novato, pelo visto, tem expertise no tema. Pobre Supremo, pobre Judiciário. E atendeu a associação de juristas evangélicos. Parte legítima para a ADPF (tipo de processo que discute cumprimento à Constituição)? Aonde vamos parar? Tempos estranhos!”, disse Marco Aurélio ao Estadão. O ministro tem aposentadoria marcada para julho, abrindo uma segunda vaga para indicação de Bolsonaro.

Fonte: UOL e Folha de S. Paulo
http://dlvr.it/Rx73zv

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Após liberação de cultos presenciais, ministros do STF querem julgar decisão em plenário

Após a ação para abertura de templos, realizada pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques liberando cultos religiosos presenciais gerou insatisfação entre os demais ministros da Corte.

Os ministros querem que o presidente, Luiz Fux, leve o tema ao plenário assim que possível. Há preocupação com o risco de aglomerações em igrejas no pior momento da pandemia do coronavírus.

A nova ação da Anajure contra decretos locais que vetaram os cultos também foi protocolada na forma de uma ADPF. Apesar do voto contra a instituição em fevereiro, Nunes Marques considerou que há “premissas fáticas distintas” e que “o provimento buscado pela Associação guarda relação fundamental com seus objetivos essenciais, consistentes na proteção da liberdade religiosa”

Em 31 de março, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de decretos municipais e estaduais em todo o país que proíbem a realização de cultos, missas e outras atividades religiosas de caráter coletivo.

Para o PGR, além de a Constituição assegurar a liberdade religiosa, a assistência espiritual é essencial para muitas pessoas enfrentarem a pandemia. Portanto, igrejas e templos devem poder abrir, desde que respeitados os protocolos sanitários para evitar a disseminação da Covid-19.

Embate

A decisão, segundo ministros, proibindo que estados e municípios suspendam completamente celebrações religiosas, vai contra o entendimento do plenário do STF de que os entes da federação têm autonomia para decidir sobre as restrições na pandemia.

O ministro Gilmar Mendes é relator de uma ação semelhante, também pedindo a liberação de cultos, proposta pelo PSD. Uma das estratégias aventadas nos bastidores é que Gilmar dê uma decisão rejeitando o pedido, forçando que o tema seja tratado pelo plenário.

A interlocutores, Luiz Fux disse que cabe ao relator, Nunes Marques, liberar a ação para ser pautada em plenário, o que só deve ocorrer após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ser ouvida no processo.

Através de sua assessoria, o ministro Luiz Fux disse que não iria se pronunciar sobre a ação.

No domingo (04), a Frente Nacional de Prefeitos também questionou a liminar de Nunes Marques e pediu um posicionamento do presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, alegando “contradição” da Corte.

Fonte: Guiame
http://dlvr.it/Rx3KMN

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Ministro do STF decide autorizar cultos e missas em todo o país

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques autorizou no sábado (3) a liberação de cultos e missas por todo o país. 

A decisão foi publicada no dia seguinte à sequência de dois dias em que o Brasil registrou média diária de mais de 3 mil mortes por covid-19.

As cerimônias haviam sido suspensas por decretos que buscam restringir a quantidade de pessoas nas ruas e reduzir o contágio do coronavírus. Para Nunes Marques, as determinações ferem o “direito fundamental à liberdade religiosa”.

Segundo o magistrado, a decisão de liberar os cultos é compatível com “a necessidade de distanciamento social, decorrente da epidemia da covid-19, com a liberdade religiosa”.

A decisão do ministro atende um pedido da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos).

“Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”, observou o ministro em sua decisão.

“Os atos normativos apresentados na inicial demonstram que há de fato uma situação segundo a qual há disciplina desuniforme sobre a liberdade de culto durante a epidemia de covid-19. Enquanto em alguns municípios e estados, o culto presencial é simplesmente proibido, em outros ele é tolerado, dentro de certas regras restritivas do contato interpessoal.”

O magistrado apresenta dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para argumentar que o país é majoritariamente cristão e que a prática religiosa pode auxiliar os fiéis a enfrentar momentos difíceis. Ainda, mencionou o feriado da semana santa e a importância dele para o cristianismo.

“Estamos em plena Semana Santa, a qual, aos cristãos de um modo geral, representa um momento de singular importância para as celebrações de suas crenças — vale ressaltar que, segundo o IBGE, mais de 80% dos brasileiros declararam-se cristãos no Censo de 2010”, afirma.

A flexibilização ocorre em meio a pior momento da pandemia da Covid-19 no Brasil. Até agora, o Brasil tem 330.193 mortos pela doença, sendo 1.987 óbitos registrados nas últimas 24 horas, de acordo com informações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os casos confirmados são 12,9 milhões.

Fonte: UOL e Último Segundo
http://dlvr.it/Rx0FbR

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Cristãos se unem contra racismo à comunidade asiática, nos EUA

Com o crescimento dos ataques a asiáticos nos EUA, igrejas e entidades cristãs se mobilizam para defender as pessoas ameaçadas e vítimas de ódio racista. 

Organizada pela Asian American Christian Collaborative (AACC), uma marcha foi realizada em Chicago no domingo, 28 de março, como parte do Rally Nacional para Vidas e Dignidade da AAPI.

Outros eventos aconteceram em 14 cidades americanas, com cerca de 5.000 pessoas se manifestando em apoio aos asiático-americanos e moradores do Pacífico. As manifestações acontecem após ataques a pessoas de ascendência asiática na área de Atlanta neste mês.

Entre as oito pessoas mortas em um ataque feito a três spas em Atlanta, em 16 de março, seis eram mulheres de ascendência asiática. Em março, igrejas cristãs asiáticas, como a International Full Gospel Fellowship Church em Seattle sofreram ações de vândalos, com suas fachadas sendo pichadas com declarações racistas e palavras de ódio.

Denise Peñacerrada Kruse, seu marido e seus três filhos viajaram quase 300 quilômetros de St. Louis a Chicago para participar do comício e marchar em apoio aos asiáticos.

“A cura acontece na comunidade”, disse Peñacerrada Kruse, editora do Asian American Christian Collaborative, à multidão.

“Eu vim de St. Louis para mostrar aos meus filhos … não precisamos viver com medo e não precisamos mais ficar em silêncio. Mesmo que nossas igrejas estejam, mesmo que tantas pessoas sabemos que somos, não seremos e não teremos medo”, disse.

A AACC foi formada há um ano em resposta ao aumento do racismo anti-asiático que surgiu com a pandemia da Covid-19, com alguns culpando a China pela disseminação do vírus.

O grupo realizou seu primeiro evento em Chicago no ano passado, após as mortes de Ahmaud Arbery, Breonna Taylor e George Floyd, reunindo mais de 1.000 pessoas em sua Marcha por Vidas Negras e Dignidade.

Justin Giboney, presidente da AND Campaign, uma coalizão de justiça social cristã que foi um dos copatrocinadores dos comícios, disse ao Religion News Service que é importante para a comunidade negra apoiar agora a comunidade AAPI, para dizer: “Ei, estamos com vocês e, quando tivermos a oportunidade de defendê-los, nós o faremos.”

A igreja pode liderar

Muitos grupos na América não apareceram uns para os outros dessa forma até agora, disse Giboney, que falou em Atlanta no domingo. Mas ele acredita que eles têm a oportunidade de tomar uma nova direção agora – e a igreja pode liderar o caminho.

“Durante o ano passado, vimos nossos amigos negros. Nós absorvemos um pouco de sua língua e estamos aprendendo algumas de suas habilidades”, disse Reyn Cabinte, pastor em Washington Heights, que falou no evento em Nova York.

“Não temos uma longa história de autorrepresentação”, disse Cabinte sobre os asiático-americanos.

Cabinte, cuja igreja multiétnica está localizada em um bairro predominantemente dominicano e judeu, incitou sua congregação no ano passado a falar pela vida dos negros. Observando o aumento da violência asiático-americana, no entanto, ele sentiu uma tensão crescente com o que chamou de “a natureza binária da conversa sobre justiça americana, onde preto e branco dominam o vocabulário e a atenção”.

“O que está acontecendo tem sido um fardo para nossos corações”, disse Arah Cho, da Joy Manhattan Church, localizada em Koreatown, e coordenador principal do comício em Nova York. Ela descreveu uma reunião de oração em sua igreja na semana anterior, após os ataques de Atlanta: “Transformou-se em uma conversa de duas horas. Não sabíamos como processar. Sentíamos muitas coisas, mas não sabíamos o que estávamos sentindo. ”

O comício de domingo incluiu orações de lamento, cura e arrependimento, enquanto vários oradores se desculpavam por permanecer em silêncio por muito tempo em face do racismo anti-negro e reconheceram que até mesmo a igreja asiático-americana havia marginalizado as mulheres.

Desafios

No Seoul International Park em Los Angeles, onde placas pontilhavam o gramado do parque com mensagens como “Nosso lugar é aqui!” e “Jesus Restores”, a pastora Janette Ok abordou os estereótipos dos asiático-americanos como uma “minoria modelo”.

“Um desafio que enfrentamos como cristãos asiático-americanos”, disse Ok, uma professora do Fuller Seminary e pastora da Igreja Ekko, “é reconhecer que nossa identidade em Cristo … nossa identidade vem, não porque somos excepcionais de certas coisas que fazemos por sermos a boa minoria, não … Vem de como Deus nos chama, de quem somos em Cristo.”

Em Chicago, a AACC optou por marchar pelo bairro de Uptown depois que um vietnamita americano de 60 anos levou um soco na cabeça e foi seguido por outro carregando um taco de beisebol dias antes, explicou Gabriel Catanus, pastor principal da Igreja da Aliança da Cidade Jardim.

Carregando uma placa de papelão com os nomes de cada pessoa morta no tiroteio em Atlanta, Joseph Tam, 25, de Chicago, disse que era importante lamentar e lamentar suas perdas, “pessoas reais com vidas e histórias”.

Para Tam, que frequenta a multiétnica River City Community Church no bairro de Humboldt Park da cidade, é importante estar perto de outros membros da comunidade de fé asiático-americana – especialmente em um momento em que é fácil se sentir isolado durante a pandemia. “Justiça é o personagem de Deus na Bíblia”, disse ele.

“Acho que mostramos amor pelas outras pessoas lutando contra a injustiça, não tendo medo de olhar nos olhos, porque o mal e o pecado estão presentes ao nosso redor. Acredito firmemente que Cristo é mais poderoso do que todas essas coisas. Eu sei que no meio da dor e no meio da perda Ele está conosco”, disse.

Fonte: Guiame
http://dlvr.it/RwxqK9